Policial vira sensação em festa

Na real. Não tem nada mais frustrante pra adolescentes do que a polícia chegar e estragar o som que você está fazendo com a sua banda. Mas esta história teve um final completamente diferente do que você imagina.

É muito comum a polícia ser acionada para atender chamados de perturbação da ordem pública, principalmente causados por pessoas que resolvem fazer festas na suas casas ou apartamentos. O procedimento em geral é o mesmo: os oficiais pedem para falar com o responsável pelo lugar e se for constatado barulho abusivo, eles pedem para diminuir. No caso de reincidência pode acontecer de mandarem desligar tudo ou até pior.

Como alguém que é músico, que já tocou em bandas e que curte um bom rock’n roll, eu posso dizer que tudo o que a gente quer é sentir as ondas vibrando. Ou seja: amp com som no talo! Depois a gente se preocupava com quem tava achando ruim 🙂

Era sábado a noite e a banda Vinyl Ambush tocava em uma festa no quintal de uma casa, em Mississauga, região da Grande Toronto. Os amps mostravam pra que foram feitos e o barulho corria solto. Tudo ia bem até que alguém chamou a polícia.

Alguém resolveu acabar com a festa

Policiais da região de Peel foram acionados por conta do barulho. Ao chegarem na festa todos achavam que seria o fim da noite. Tom Bjelic, pai do baixista da banda, o adolescente Corwin, de 15 anos, disse que ficou surpreso quando os oficiais somente pediram para diminuir um pouco o som. Eles ainda continuaram no local, escutaram algumas músicas e foram embora.

Meia hora depois do acontecido os dois policiais retornam ao quintal onde a festa acontecia. Desta vez Bjelic achava que tinha certeza que eles iam fechar tudo e que provavelmente ia ser levado preso também, juntamente com mais alguém dos 75 que estavam na festa naquela hora.

Por essa ninguém esperava

Foi quando algo completamente inesperado aconteceu. Ao perguntar se os policiais haviam voltado para acabar com a festa, acabou recebendo a seguinte resposta de um deles: “Na verdade, não. Eu queria saber se eu poderia tocar uma música com eles”.

O oficial tirou as botas, sentou na banqueta da bateria e fez a platéia ir ao delírio, esmerilhando a pele da bateria enquanto acompanhava o resto da banda.

“Ninguém tava acreditando naquilo. Até os vizinhos apareceram”, acrescentou o dono da casa.

Depois de algumas músicas, o policial baterista, oficial Joel Clark, devolveu as baquetas ao baterista da banda e de um discurso que deixa qualquer músico emocionado.

“Eu toquei numa banda como a de vocês. É um trabalho duro. Não esperem fazer dinheiro tocando. Toquem de graça, ganhem alguma visibilidade e depois vocês vão poder exigir algo. Aceitem que vocês vão estar quebrados por algum tempo. Façam o que tiverem que fazer pra continuar. O maior arrependimento que eu tenho na minha vida é ter parado. Faz anos que eu não me divertia tanto. Não parem. Vocês vão ter haters, vocês vão ter fãs. Não parem, não importa o que as pessoas digam.”

Policial baterista e integração com a comunidade

O oficial Clark acabou se tornando policial depois que a sua última banda quebrou. Ele ainda afirmou que se sentiu muito feliz por estar podendo fazer o seu trabalho ao mesmo tempo que fazia algo que gostava.

O porta-voz da polícia da região de Peel elogiou a atitude dos oficiais quanto ao chamado.

“Isso mostra que só porque a polícia é chamada para atender um chamado de reclamação por barulho não é sinônimo de opressão policial”.

“É gratificante ser parte de uma história como esta onde eu sei que tivemos uma iteração muito positiva”, afirmou Clark.

No canal YouTube da banda, eles deixaram um recado ao departamento de polícia. “Muito obrigado à Polícia da Região de Peel por nos proporcionar esta noite divertida e inesquecível para nossa banda e para todo mundo que estava lá”.

Fonte: https://www.thestar.com/news/gta/2017/05/22/peel-police-officer-rocks-out-after-responding-to-a-noise-complaint.html

Written by japa

japa

Engenheiro de software e co-fundador do PoDeixar. Mora no Canadá desde 2008 e é um apaixonado por viagens. Apesar do apelido, a última coisa que você vai imaginar olhando pra cara dele é que ele é japonês.